Primeira Parte · página 28

GRATIDÃO PELO TEMPO

Não temo envelhecer.

Temo apenas esquecer de tudo o que já vivi, das histórias, dos sorrisos, das pessoas que me moldaram.

O tempo pode enfraquecer meus passos, mas não apagará a força do que me tornei.

Sei que meus movimentos já não serão os mesmos, mas tenho a certeza de que serei sempre igual na forma de agir, de pensar e de sentir.

Porque o que é eterno em mim é o amor que carrego pelas coisas simples e verdadeiras, pela fé que me sustenta, pela família que me acolhe, pelos amigos que me acompanham, pelos animais que me ensinam pureza, e acima de tudo, pelo amor às pessoas, que é o reflexo do amor de Deus em mim.

Às vezes reclamo, sim sou humano, sujeito a falhas e cansaços.

Mas quando olho ao redor, percebo o quanto sou abençoado.

Tenho tudo o que preciso e, talvez, até mais do que merecia.

Sim, estou envelhecendo.

E não há como negar o passar dos anos, mas aceito essa passagem com serenidade, com uma condição, a de fazer de cada novo dia um dia melhor.

Um dia vivido com propósito, com gratidão e com amor, como um presente que o próprio Deus me concede.

Hoje, ao olhar para trás, vejo uma vida cercada de carinho, de aprendizados e de ternura.

E no coração só cabe uma palavra: obrigado meu Deus