Primeira Parte · página 34
O CORAÇÃO DE SÃO FRANCISCO DE ASSIS
A mim se fazem presentes constantemente as maravilhas criadas por Deus. Cada flor que desabrocha, cada canto de pássaro, cada raio de luz sobre a terra fala silenciosamente ao meu coração, recordando-me o quanto somos amados. E, entre todas essas maravilhas, a natureza é aquela que mais desperta em mim um sentimento profundo de amor, reverência e gratidão. É nela que sinto Deus respirando, sustentando a vida com ternura invisível. E esse sentimento me conduz, quase naturalmente, à lembrança de São Francisco de Assis.
Não existem palavras suficientes para descrever esse santo tão vivo entre nós. Sua entrega absoluta, sua insistência em buscar a santidade na mais pura simplicidade das coisas, revelavam o chamado divino que o habitava. Por onde passava, seus caminhos floresciam não apenas pela beleza da natureza que o cercava, mas porque sua presença irradiava paz e esperança. E uma multidão sabia que segui-lo era escolher o verdadeiro caminho da libertação, não das prisões materiais apenas, mas das amarras do orgulho e do apego.
Naquele tempo, mesmo os que tinham pouco já se sentiam prisioneiros do que possuíam. São Francisco, mostrou-nos e ainda hoje nos mostra, que o essencial não está na posse, mas na entrega. Que a verdadeira riqueza nasce da alma livre, daquele que se contenta com o necessário e encontra em Deus tudo o que falta ao mundo.
Ter São Francisco de Assis em nosso coração é muito mais do que admirá-lo, é procurar sentir um pouco do que ele sentia, a presença constante do Criador em todas as criaturas, a alegria que nasce da pobreza bem vivida, e a paz que vem de quem nada exige, mas tudo agradece. Que seu exemplo seja para nós um norte um guia que direcione nossa vida a um único sentido refazer o que o tempo nos tirou e reencontrar o que nos distanciou de Deus.
São Francisco de Assis, rogai por nós!