Primeira Parte · página 51

QUANDO TIRAMOS DEUS DE NOSSA VIDA

Quando tiramos Deus do centro de nossa vida, muitas coisas passam a parecer possíveis e até desejáveis.

Abrem-se portas que, à primeira vista, parecem conduzir à liberdade, ao prazer e à realização pessoal.

No entanto, nem tudo o que se apresenta como bom vem realmente para o nosso bem.

Muitas vezes, aquilo que seduz os nossos olhos e alimenta os nossos desejos acaba nos afastando da verdadeira paz.

Longe de Deus, os caminhos podem se tornar obscuros.

Os objetivos perdem o sentido, a esperança enfraquece e as decisões passam a ser guiadas mais pelos impulsos do que pela sabedoria.

O que parecia liberdade transforma-se, pouco a pouco, em dependência.

O que parecia escolha torna-se prisão.

E, sem perceber, a pessoa pode se tornar refém de hábitos, pensamentos e atitudes que a afastam cada vez mais da luz.

O mais difícil é que essa mudança raramente acontece de uma só vez.

Ela ocorre de forma silenciosa, em pequenos afastamentos, em concessões aparentemente inofensivas, até que a escuridão passa a ocupar o lugar que antes era iluminado pela presença de Deus.

Nessas horas, a ajuda de alguém que nos ama, nos orienta e nos estende a mão pode ser fundamental para reencontrarmos o caminho.

Se você já caminha com Deus, cuide da sua fé e permaneça vigilante.

Alimente diariamente sua vida espiritual por meio da oração, da gratidão e da confiança.

Se, por outro lado, você percebe que se afastou, saiba que nunca é tarde para voltar.

Deus não abandona seus filhos e nunca fecha as portas para quem deseja retornar.