Primeira Parte · página 47
O PASSADO NÃO DEVE MORAR NO PRESENTE
Quando as lembranças ruins ou até as boas, trazem sofrimento ou tristeza, o passado não deve morar no presente. Ele precisa ficar lá, no lugarzinho que lhe pertence.
O passado tem sua importância, porque foi através dele que aprendemos, erramos, acertamos, sofremos, amamos e nos tornamos quem somos. Mas ele não pode ocupar o espaço que pertence ao hoje.
Há pessoas que passam a vida conversando com aquilo que já aconteceu. Revivem dores, perdas, decepções, erros ou até lembranças boas, como se ainda estivessem acontecendo. E, enquanto olham para trás, deixam de perceber que a vida continua acontecendo diante delas.
O passado deve ser uma escola, não uma moradia.
O presente é o único momento que realmente temos para agir. É nele que podemos perdoar, amar, corrigir, recomeçar, servir e escolher novos caminhos.
Por isso, o presente precisa ser vivido intensamente, mas não de qualquer maneira. Precisa ser vivido com consciência, fidelidade e responsabilidade. Fidelidade aos nossos valores, à nossa fé, à nossa consciência e, principalmente, àquilo que Deus espera de nós.
Talvez não possamos escolher tudo aquilo que encontraremos no futuro, mas podemos escolher aquilo que estamos plantando hoje.
E é assim que construímos a verdadeira prosperidade.
Prosperidade não significa apenas possuir bens, dinheiro ou reconhecimento. Existe uma prosperidade muito maior, chegar ao futuro com a consciência tranquila, sabendo que fizemos o melhor que podíamos com aquilo que Deus colocou em nossas mãos.
O passado ensina, o presente constrói e o futuro revela aquilo que fomos capazes de plantar.
Por isso, não permita que aquilo que já passou roube aquilo que ainda está por vir.
Deixe o passado no seu lugar.
Abrace o presente e caminhe para o futuro com fé. Crie, renove, transforme e deseje.
Isto é sair do casulo e viver a liberdade de voar, como faz uma lagarta se transformar em uma linda borboleta.