Primeira Parte · página 41

O TERÇO – ORAÇÃO DO CORAÇÃO

Rezar o terço não é uma obrigação, é sim um desejo que deve brotar do fundo do coração, como uma flor que nasce da fé e se abre em louvor. Quem reza por dever cumpre um rito quem reza por amor encontra um caminho.

Para que o terço seja verdadeiro, é preciso esvaziar a mente de tudo o que nos distrai. Desligar-se das vozes do mundo, dos pensamentos inquietos, das pressas que perturbam o silêncio interior.

O ambiente ao redor deve favorecer a paz e a concentração, permitindo que a oração aconteça com presença, recolhimento e entrega.

Nosso coração precisa estar voltado a um único sentimento, aquele que nos aproxima de Nossa Senhora e nos faz perceber, no mais íntimo, que estamos sendo escutados.

Maria acolhe cada Ave-Maria como quem recebe um perfume, e o oferece ao seu Filho com ternura.

Nada se perde no céu quando é dito com fé.

Mais do que repetir palavras, é necessário viver cada mistério com o coração desperto, permitindo que o Espírito Santo transforme cada oração em encontro.

O Terço não é uma recitação é um diálogo.

Quando rezamos apenas por costume ou de forma mecânica e decorada, corremos o risco de perder o verdadeiro sentido da oração.

Mas quando rezamos com amor, cada conta do terço se torna uma semente de paz, cada mistério, uma lembrança viva da presença de Jesus.

Rezar o terço é mergulhar na presença divina, com Maria ao nosso lado em silêncio, fé e amor. É permitir que o coração fale onde as palavras se calam, e deixar que a Mãe nos conduza pela mão até o coração de Seu Filho.

No terço, encontramos consolo, força e direção, aprendemos que a oração simples é o idioma mais puro da alma diante de Deus.