Primeira Parte · página 39
O SENTIDO DA TRANSFORMAÇÃO
Todas as coisas que me foram apresentadas nestes dias me tornaram ainda mais confiante na presença viva de Deus em nossas vidas. Percebo agora que até o silêncio e a aridez do deserto podem ser respostas divinas, profundas, expressas na linguagem da criação.
O deserto, com sua natureza dura e impiedosa, revela uma lição silenciosa, tudo ali se transforma para sobreviver. Cada forma de vida, cada grão de areia, cada planta que resiste ao sol abrasador, traz em si uma mensagem de esperança. Mesmo onde tudo parece estéril, Deus continua criando beleza.
E é isso que Ele faz também conosco. As dificuldades que enfrentamos são desertos que nos convidam à transformação. A dor, a solidão e a espera não são castigos, mas caminhos de lapidação. Assim como o deserto molda a vida para que ela se torne forte e adaptável, as provações moldam nossa alma para que sejamos belos aos olhos de Deus.
O mais maravilhoso é que, para o Senhor, a mudança não precisa de milênios. Deus pode transformar um coração no instante em que ele se abre à graça. Mesmo quando relutamos, Sua paciência nos envolve, esperando o momento em que, enfim, decidimos florescer.
Não precisamos ser deserto, nem criaturas que apenas sobrevivem nele. Precisamos compreender que as dificuldades têm sentido, o sentido da transformação, não da resistência. Porque viver em Deus é muito mais do que sobreviver, é descobrir, mesmo em meio às tempestades, que tudo coopera para o amor, e que cada transformação é um passo rumo ao verdadeiro sentido da vida.