Primeira Parte · página 54
SERENIDADE NAS DECISÕES
Todas as coisas que vemos não podem, por si só, nos levar a uma conclusão sobre aquilo que imaginamos. O olhar humano é limitado, e o coração, por vezes, é enganado por aquilo que parece e não é. Por isso, antes de qualquer decisão, é necessário que sejamos serenos em nossas reflexões. A serenidade é o solo onde germina a sabedoria, sem ela, nossas conclusões nascem apressadas e nossas atitudes se tornam reflexos do impulso, não da luz.
Essa serenidade, porém, não vem do mundo ela é fruto da presença silenciosa de Deus em nossa alma. Somente quando aquietamos nossos pensamentos é que podemos ouvir Sua voz, falando não aos ouvidos, mas ao coração. E, nesse instante de silêncio interior, Ele nos mostra o que deve ser feito, sem imposição, apenas com clareza e amor.
É preciso sermos fiéis às conclusões que abraçamos, não como quem defende uma ideia, mas como quem reconhece a verdade que Deus revelou no íntimo. A fidelidade à verdade é uma forma de oração, pois manifesta o desejo de agir conforme a vontade divina. E isso só é possível quando permitimos que a presença de Deus guie nossas atitudes. Assim, cada gesto, cada palavra e cada escolha deixam de ser fruto apenas da razão para se tornarem expressão da fé em ação.
Somente então seremos dignos de agir com retidão e corresponder à verdade dos fatos, não à nossa verdade, mas à que vem de Deus. Pois Ele é o verdadeiro intermediador de nossas escolhas, o conselheiro invisível que orienta nossos passos quando tudo parece incerto e confuso. Ele nos conduz, pacientemente, a sermos corretos e justos em nossas atitudes para com o próximo, lembrando-nos de que toda decisão iluminada pela fé é também um ato de amor.